Resolução acerca da venda e circulação de bebidas alcóolicas no festejo da Padroeira de Lábrea

A Comissão organizadora dos Festejos da Padroeira de Lábrea partindo de reflexões sobre o sentido eclesial do referido evento no que diz respeito ao que o mesmo acrescenta na vida e na fé do povo em termos de evangelização e levando em consideração a mensagem dos últimos Documentos que regem a vida da Igreja decidiu-se por repensar a estrutura do festejo-2015 como forma de torná-lo mais evangelizador e a serviço da vida destacando-se o sentido de pertença à Igreja de Jesus Cristo e a unidade dos fiéis membros desta Igreja.

Mediante os desafios de se viver e testemunhar a fé quando os valores cristãos estão à mercê da subjetividade do mundo a comissão organizadora em seu bom senso traz a público o seu posicionamento e decisão acerca da venda e circulação de bebidas alcóolicas no festejo da Padroeira que foi assinado por Frei José Garcia Corcuera (administrador paroquial), e faz saber:

A Igreja Católica do Brasil através de Documentos que regem a vida pastoral da Igreja vem convidando a todos os católicos a darem um maior testemunho de fé autêntica, dada à mudança de época e o processo de secularização que a sociedade vem passando em vista de sua missão evangelizadora, uma vez que somos parte do mesmo rebanho, que professa a mesma fé, uma única Igreja.

Uma das urgências da ação evangelizadora reafirmada nas novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE-2015-1019) é buscarmos ser uma Igreja a serviço da vida plena para todos. Assim em comunhão com essas urgências o documento “Comunidade de Comunidades: uma nova Paróquia” em suas proposições pastorais no que se refere à caridade afirma que:

“Algumas iniciativas não são fáceis de serem aplicadas, mas são urgentes. Uma delas é evitar a comercialização e o consumo de álcool nos espaços da comunidade. Especialmente nas festas dos padroeiros e outros eventos religiosos, a venda de bebida alcóolica contrasta com os programas de defesa da vida e combate a drogadição que a Igreja promove. Umas das drogas mais ameaçadoras da sociedade é o álcool. Entretanto, algumas paróquias, em razão de questões financeiras, culturais ou porque “sempre foi assim”, caem nessa contradição grave. Será preciso encontrar saídas alternativas para manutenção da comunidade, como a partilha do dízimo. É urgente a conversão das comunidades paroquiais para evitar o contratestemunho de promover o consumo de álcool em quermesses ou outras atividades recreativas da comunidade” (Doc. 100, n. 286).

Mediante tal urgência faz-se necessário refletir sobre o verdadeiro sentido dos festejos de nossos padroeiros para a Igreja e a necessidade de repensarmos suas estruturas a fim de que sejam mais evangelizadores.

Camisa Padroeira 2015 - 3 - Cópia

A Igreja tem sido muito clara e objetiva quando fala sobre evitar a comercialização e o consumo de bebida alcóolica em nossas festas, quando na prática nossa ação contrasta com sua mensagem. Sendo assim é melhor acabar com alguns excessos que contribuem para o crescimento desse e de outros males que possam dele advir, bem como a festa que segue madrugada adentro com músicas de sentido pornográfico possibilitando certos vexames para as famílias e a Igreja.

De fato o nosso serviço testemunhal à vida apresentado na mensagem da Igreja tem sido um contratestemunho ao discurso de uma Igreja que luta em favor da vida no combate aos males que a afetam e destroem. Sendo assim, decidimos que fica terminantemente proibida a venda e circulação de bebidas alcóolicas no recinto da festa da padroeira de Lábrea como forma de testemunharmos mais autenticamente nossa fé.

Espera-se que haja uma ampla divulgação dessa decisão em nossas celebrações, nas comunidades, nos meios de comunicações locais, em órgãos públicos e entidades privadas. Desejamos ainda não ser necessária nenhuma situação constrangedora de enfrentamento com vendedores ambulantes quanto a essa decisão, uma vez que estamos amparados pela Lei Municipal Nº 344 de 04 de abril de 2011, lei essa que estabelece normas especiais para funcionamento de bares e similares, e que no seu Artigo 3º afirma claramente que “não é permitida a venda e consumo de bebida alcóolica, a qualquer horário, em via pública, salvo em locais de uso destinado a bares, restaurantes e similares”, ficando o infrator sujeito a pena estabelecida na Lei.

Sabe-se que essa decisão muitas vezes contrasta e divide opiniões entre todos, mas desejamos contar com a compreensão e colaboração dos comunitários e da população em geral, bem como das autoridades competentes para que nos ajudem a tornar o nosso festejo num ambiente mais cristão, agradável e familiar, favorecendo a evangelização através da fé, da cultura e das artes.

 Paróquia Nossa Senhora de Nazaré – 137 anos evangelizando Lábrea

Marcelo Viana – Coordenador do COMIPA/LÁBREA

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