Quinta-feira depois das Cinzas

Um dia um pequeno entrou numa capela. Sempre escutara de tua mãe que Deus é bom e não faz mal ninguém, entretanto, o pequeno diante do grande crucifixo se perguntou, como pode ser bom um Deus que faz o filho sofrer assim.

Ao olhar novamente Jesus na grande cruz viu que seu lado estava aberto e seu rosto pendido transmitia paz mesmo em meio a cena de horror.

Aquele pequeno começou a entender que a cruz não esconde nada para o ser que deseja amar.

Nem mesmo o sofrimento e a rejeição foram capazes de impedir a vida e a paz brotarem daquele coração.

Da mesma maneira, Nosso Senhor neste dia, revela-nos na sagrada liturgia, as exigências do discipulado missionário, bem como fez Moisés em seu derradeiro discurso, oferecendo vida e felicidade, morte e desgraça, benção e maldição, deixando aos seus a liberdade das escolhas.

O próprio Deus ao escolher enviar seu Filho para restaurar a humanidade, “pagou o preço de sua escolha”, sofrendo muito mais ao ver Seu Filho Amado pendido como um maldito na Cruz.

O sentimento daquele pequeno revela-nos que somos imagem e semelhança de Deus, inclusive nos afetos e sentimentos.

Jesus nos apresenta no início desta quaresma: Sofrimento, rejeição, renúncia, cruz e vida!

Quem tem ousadia, marche rumo a Páscoa. Quem é covarde e medíocre, sente e espere o “milagre”!

Por Pe. Éder Carvalho Assunção
Missão Cuxiuara
Uma leitura orante da liturgia da Palavra – Quinta-Feira depois das Cinzas
Dt30,15-20 / Sl1 / Lc9,22-25

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