Oh que maravilha! Oh que saudade fecunda que nos faz viver, confiar e esperar.

Na alegre esperança da plenitude do Reino, a vida segue com seus encantos deixando de lado as desolações que não integram e os lamentos nostálgicos que paralisam e impedem a realização.

Aquele que é desde o princípio armou sua tenda de nós, vestiu o manto da humanidade… mas não foi apenas um ator, ele se tornou um de nós. Ele vivenciou nossas aflições, ele chorou com nossas lágrimas, ele se alegrou com o nosso sorriso. Pela primeira vez a glória foi manifestada “em baixo”, na base, no silêncio, no sol da consciência humana.

E assim caminhamos, neste advento representado pela Amada que espera o seu Amado. Esta humanidade desolada em seus limites ainda sente o cheiro de sua encarnação, ainda escuta o choro que revelou o nascimento Daquele que se fez gente como agente. Oh que maravilha! Oh que saudade fecunda que nos faz viver, confiar e esperar.

Foi Ele que começou esta história louca de amor e a sustenta no protagonismo do seu Espírito que nos revela que “Ele está no meio de nós” e se manifesta em cada pessoa humana que vem ao nosso encontro.

Para degustar este mistério precisamos “ir ao deserto” como João, pois é no “silêncio que as palavras anteriores de Deus se eternizam em nosso coração” (Bento BVI). Lá também, somos tentados à tudo abandonar. Lá também, amadurecemos e chegamos ao ápice da experiência da solidão em Deus: tudo dar, sem nada reclamar, amando sem medida.

Leitura Orante: Br5,1-9 / Sl 125 / Fl1,4-6.8-11 /

Por Pe. Éder Carvalho Assunção – Missionário da Prelazia de Lábrea no Corno da África [email protected]

 

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