O quê discutimos no caminho?

No caminho de nossa história somos tentados, assim como os apóstolos, a perder tempo e mais tempo, com coisas fúteis, que enchem os olhos da idolatria e alimentam o ego da tirania. Somos portadores de fragilidades existenciais e ao mesmo tempo desejoso da experiência de Deus “e é por isso”, que muitas vezes no “caminho do discipulado missionário” se encantamos com as distrações – ter, poder e prazer – e esquecemos assim, o objetivo e a razão da caminhada.

Sábio é aquele que reconhece suas limitações e solicita ajuda diante das tentações do poder. Feliz é aquele que suporta a provação com paciência e fidelidade. Pobre em espírito é aquele que caminha tendo como foco e única riqueza as pegadas deixadas pelo seu Senhor.

O quê nos inquieta hoje em nossa caminhada existencial? Infelizes são os momentos em que se gasta energias com aquilo que é supérfluo e periférico. Não realizante são os sofrimentos desnecessários gestados nos dramas das guerras, das invejas e das paixões que estão lá, sempre, ao lado do caminho.

Jesus ao “chamar para o meio” aquela criança que é símbolo da simplicidade, nos ensina que é preciso ter sempre um coração e um olhar de criança, capaz de “maravilhar-se” constantemente. A intriga do poder e da soberba tira do ser humano a capacidade de contemplar e o lança na ostentação de si mesmo. Esta o faz estagnar e desistir da caminhada.

Deixemos que o Espírito inquiete o nosso coração, encantemo-nos Nele no contemplar as pegadas do Senhor. Tenhamos a alegria dos pobres em espírito e dos perseguidos por causa do Evangelho.

Por pe. Éder Carvalho Assunção Missionário da Prelazia de Lábrea no Corno da África [email protected]

Leitura Orante:

Sb 2,12.17-20 / Sl 53 / Tg 3,16-4,3 / Mc 9,30-37

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