12 de Julho de 2015

Vai profetizar para Israel, meu povo

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Vai profetizar para Israel, meu povo

O drama existencial vivenciado por Amós – um pastor de gado e cultivador de sicômoros – nos ajuda a perceber a mística que envolve a história daqueles que são chamados a profetizar com a vida.

O “ser profeta-profetisa” se caracteriza não apenas por uma mensagem transmitida, mas acima de tudo uma experiência mística a partilhar. Logo, o profeta não é papagaio que age por meio da repetição daquilo que já foi dito, nem como “adivinhador do futuro” e sim, como um ser humano que se abre a transcendência e assim se deixa modelar a cada dia pelo Divino Oleiro.

Oseias quebra a tradição da profecia como profissão ou hereditariedade familiar e assim – como a mensagem do Cristo no Evangelho de hoje – contemplamos a profecia como uma graça recebida, uma unção na alma.

Esta unção na alma que se dá nos sacramentos do Batismo, da Confirmação, da Ordem e da Unção dos Enfermos, nos faz mergulhar na vida em Cristo. Estas unções nos unem a Ele pelo Espírito como dom do Pai Misericordioso.

O Papa Francisco em sua viagem pela América Latina (Equador-Bolívia-Paraguai) nos impulsiona através da sua simplicidade, típica de “alguém do fim do mundo que foi chamado a ser profeta”. Oxalá pudéssemos contemplar a Cruz de Cristo como ele, de maneira gratuita e a partir dos pobres, numa linguagem clara e numa constante denúncia e indignação com o sistema econômico que oprime e mata os empobrecidos deste tempo.

Leitura Orante: Am7,12-15 / Sl84 / Ef1,3-14 / Mc6,7-13

Por pe. Éder Carvalho Assunção Missionário da Prelazia de Lábrea [email protected]

 

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