12 de Junho de 2016

Tocar aqueles que ninguém quer tocar se torna a meta diária daqueles que foram tocados pelo Senhor.

Publicado por

Uma mulher amada desde toda a eternidade e que por isso muito amou. Seus pecados não são nada diante de um Amor que vai além da miséria humana. Esta mulher é hoje imagem da humanidade ferida por suas misérias que encontra no Cristo um “espaço privilegiado” para lavar a dignidade com as lágrimas da alegria do batismo, com as lágrimas da reconciliação.

Estas águas lacrimais trazem em si a plenitude do encontro e a paz do caminho reencontrado. Como humanidade ferida preferimos não olhar nos olhos, mas a Misericórdia nos fita com amor-compaixão e na verdade, é o Senhor que se inclina para lavas nossos pés com o Mistério de sua Páscoa.

Na Eucaristia tocamos o Senhor, mesmo indignos “Ele entra em nossa morada”. A ternura deste toque produz uma maravilha que não se explica e no serviço da caridade encontramos a melhor maneira de manifestar a gratidão de ser amado e perdoado. Tocar aqueles que ninguém quer tocar se torna a meta diária daqueles que foram tocados pelo Senhor.

Como Davi pecamos ao extremo.  Esquecemos nossa unção. E quando merecíamos ser punidos, Deus nos envia o profeta da Misericórdia para anunciar seu amor sem medida. Tudo isso nos desconcerta e nos leva crer como São Paulo que o único caminho de gratidão possível é experimentando o “já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”.

Por pe. Éder Carvalho Assunção Missionário da Prelazia de Lábrea no Corno da África [email protected]

Leitura Orante

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.requerido

*

* *