05 de Setembro de 2015

Solidariedade que “desconcerta”

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Neste Mês da Palavra a Igreja celebrante nos concede a graça de partilhar os gestos de ternura que Deus dispensa com a humanidade, neste tempo que se chama hoje. A Palavra se fez Amor em Jesus Cristo que nos releva a face da Trindade.

Deus é solidário e próximo, ele toca as feridas com ternura. Sua Palavra muito mais que oral é gestual. Ele toca nossa surdez e descola nossa língua com sua Vida. Ele nos retira das turbulências que nos oprime e nos leva, lado-a-lado, ao espaço da cura e da libertação.

A escolha dos pobres deste mundo para serem ricos na fé revela a sua “personalidade” e a sua gratuidade. Esta herança todo cristão deve guardar como um tesouro inestimável.

Criai ânimo, não tenhas medo.

A primeira reação de uma criança ao nascer é chorar. Somente o colo da mãe – onde a criança reconhece as mesmas batidas dos nove meses precedentes – é capaz de “serenizar” este momento único. Assim somos nós quando deixamos a Palavra produzir em nossa existência os gestos de Ternura e de Misericórdia que jorram do altar da Cruz.

A Palavra nos anima e nos inquieta, nos laça na missão e na opção preferencial dos pobres, nos ensina a amar a todos sem distinção. Ela nos concede a lucidez e a sobriedade. Ela nos ensina a vencer o medo e alimenta nossa esperança.

Uma Leitura Orante

da Liturgia da Palavra

Is 35,4-7ª / Sl 145 / Tg 2,1-5 / Mc 7,31-37

 

Por Pe. Éder Carvalho Assunção Missionário da Prelazia de Lábrea no Corno da África [email protected]

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