21 de Novembro de 2015

Seu poder estava em seu suor, sua glória em seu avental e sua realeza no serviço aos pobres.

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Às vezes fico a imaginar a face de Jesus diante das “imagens” que o representam na terra, inclusive algumas imagens de “Cristo Rei”, onde Aquele que se fez o mais humilde e pobre é mal interpretado e apresentado com as glórias deste mundo: trono, coroa e cetro.

Imaginem Jesus de Nazaré, com as mãos calejadas e um rosto sofrido de homem que nasceu numa manjedoura, que se salvou no lombo de um jumento e que viveu no anonimato e na simplicidade por mais de 30 anos. É esta a imagem do Reino de Jesus de Nazaré.

Seu poder estava em seu suor,

sua glória em seu avental

e sua realeza no serviço aos pobres. 

Vivemos num tempo difícil, sobretudo na região em que Jesus nasceu. Tudo isso porque a humanidade inventou as religiões baseadas no poder deste mundo e as manipulam em nome de Deus para justificar sua sede de poder. As religiões que nasceram no coração da humanidade, foram e são utilizadas, muitas vezes, para desumanizar.

Jesus de Nazaré inaugurou o Reino e nos deixou a missão de cuidar com zelo desta sua obra prima. Neste reino, amar e ser amado Nele se torna a categoria fundamental, a moral que humaniza. A Igreja é servidora deste reino.

Não deixemos de lado a imagem mais fiel apresentada por Jesus… o Abba Pai… que supera toda imagem dos poderosos deste mundo. A imagem misericordiosa e maternal do Pai é a única capaz de

transformar os corações dos povos,

salvar as nações

e unir todas as línguas num hino de comunhão universal. 

 

Em nossa experiência pessoal, temos também neste dia, a oportunidade de renovar o Senhorio de Jesus em nossa vida, ou seja, proclamá-lo como nosso Bem Amado, com um coração indiviso.

Qual é imagem de Jesus que guardo em minha história?

Tenho derramado meu suor e meu sangue na construção do “seu Reino que também é nosso”?

Tenho usado o avental da caridade?

Tenho os pobres como “senhores” a quem devo amar e servir?

Por pe. Éder Carvalho Assunção Missionário da Prelazia de Lábrea no Corno da África

Dn 7,13-14 / Sl 92 / Ap 1,5-8 / Jo 18,33b-37

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