25 de Junho de 2016

Seguir na fidelidade exige do amante uma renúncia das distrações do presente e do passado.

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O encontro pessoal com Jesus Cristo nos lança da dinâmica do caminho à Jerusalém. Subimos numa ascese de autoconhecimento, renúncia e entrega voluntária. Nesta jornada existencial somos tentados, ora pelas distrações que se apresentam, ora pela nostalgia. A primeira nos convida a permanecer e a segunda, a retornar. As duas são adocicadas e podem realmente nos tirar do caminho da fidelidade rumo à Jerusalém.

Seguir na fidelidade exige do amante uma renúncia das distrações do presente e do passado. O antídoto está na confiança e na opção pela pobreza. Na humildade do Cristo que não tem onde “repousar a cabeça” encontramos a fonte de nossa riqueza. Renúncias integradoras são fundamentais para seguir com determinação. Ao amante exige uma opção pela vida, é impossível seguir com defuntos sobre os ombros e com olhares nostálgicos ao passado.

A renúncia encontra a dinâmica da liberdade em Cristo. As escravidões do tempo presente devem ser vencidas na força da oração e no serviço da caridade.

Um manto foi lançado sobre Eliseu, hoje, uma cruz é lançada sobre os ombros dos amantes que se unem ao Amado portando a Cruz do tempo presente daqueles que “não são amados”. Isso não é romance, é um filme de ação, que exige luta diária, fidelidade e gritos, que expressam uma mistura de medo, dor, oblação e paz.

Por Pe. Éder Carvalho Assunção Missionário da Prelazia de Lábrea no Corno da África [email protected]

1ª Leitura – 1Rs 19,16b.19-21

Salmo – Sl 15,1-2a.5.7-8.9-10.11(R. 5a)

2ª Leitura – Gl 5,1.13-18

Evangelho – Lc 9,51-62

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