06 de Junho de 2015

Oprimidos pelo “sentimento de culpa”, sempre arrumamos alguém para acusar…

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Creio que um dos passos fundamentais no processo de humanização se dá quando tomamos consciência de nossa condição “criatural”. Modelados pelas mãos maternas do Artesão e aquecidos com o sopro da vida, somos iniciados no dom de ser imagem e semelhança do Sagrado.

Porém, nossa cabeça dura nos faz negar esta condição filial e tentados pela soberba abandonamos a inocência dos filhos e filhas para assim nos lançarmos no caminho da prepotência, ou seja, querendo “enxergar” como Deus.

Creio que esta é a nossa realidade humana e frequentemente “nos escondemos” de Deus pois perdemos a inocência e somos fardados pelo pudor das escolhas erradas. E o pior… guando não temos vergonha na cara… oprimidos pelo “sentimento de culpa”, sempre arrumamos alguém para acusar, ou seja, nos escondemos atrás de nossa covardia. O tentador propõe, porém, o poder de se deixar seduzir está em minhas mãos. Quando nos lançamos na conversa fiada: errei porque fui tentado… o mal tem culpa maior…  nos desresponsabilizamos, nos infantilizamos… é melhor enfrentar a verdade e buscar o caminho de conversão: eu errei, eu quis cair, eu quis ser tentado… eu quero voltar… eu quero ser um ser humano renovado…

O salmista mostra esta coerência quando ele clama das profundezas, nós muitas vezes, mesmo na oração estamos sempre no alto… tão alto… que olhamos a Deus de cima pra baixo nos nas asas de um abrute que tem escrito em suas asas: sentimento de culpa e covardia.

De uma árvore a tentação e de uma outra árvore, a salvação. Aquele que nos renova, que santifica nosso inteiror sempre se mostrou obediente ao Pai. Ele nos ensinou a contemplar o Mistério de Deus.

É justamente a este homem simples e pobre, pregador do interior e da periferia que devemos seguir na radicalidade e o termômetro da qualidade do discipulado se dá quando nossos familiares e amigos começam a nos reconhecer como loucos e até mesmo, possuídos. Ele passou por isso. “Quantos de nós” estamos dispostos a deixar tudo, tudo, tudo… e seguir a Jesus na pobreza do Reino… “quantos de nós” de fato estamos vivemos a maternidade e a fraternidade os discípulos de Jesus… “quantos de nós” vamos ficar eternamente num seguimento medíocre com cara de pecado contra o Espírito?.

Reconhecimento das limitações, confiança e fidelidade… sigamos ao Mestre!

Gn3,9-15 / Sl129 / 2Cor4,13-18.5,1 Mc3,20-35

Por pe. Éder Carvalho Assunção Missionário da Prelazia de Lábrea no Corno da África [email protected]

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