11 de Fevereiro de 2015

Arquidiocese de Porto Velho, realiza a IIIª Experiência Missionária

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A Arquidiocese de Porto Velho, realizou a IIIª Experiência Missionária entre os dias 27/12/2014 a 25/01/2015, contando com a participação padres, religiosos, seminaristas e leigos vindo de diversas partes do Brasil. Cerca de 80 pessoas participaram da Experiência Missionária. As 52 comunidades da paróquia de São Francisco de Assis, na cidade de Ariquemes (RO), foram visitadas. A iniciativa teve como tema “Os seus olhos se abriram” (Lc 24,31), referindo-se aos discípulos de Emaús.

Iniciamos as atividades com uma missa no dia 27, na catedral de Porto Velho. Após a celebração, os participantes dirigiram-se a Ariquemes, que fica a 265 quilômetros de distância da capital rondoniana.

 Nesta terceira edição, participam cerca de 60 seminaristas, 10 religiosas e sete padres e jovens da arquidiocese de Porto Velho. Além dos missionários locais, contamos com os representantes de outros nove estados brasileiros: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará e Amazonas.

Da Prelazia de Lábrea participou o seminarista José Antônio Carlos de Paiva (Paróquia São João Batista – Canutama) que irá concluir o 3º ano de filosofia em Porto velho.

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Esta é a experiencia que compartilha conosco:

 “E os seus olhos se abriram” (Lc 24, 31)

“Acredito que esta passagem do Evangelho de São Lucas, não foi coincidência quando escolhida para ser tema da IIIª Experiência Missionária da Arquidiocese de Porto Velho.

Precisamos ter em mente que Deus nos possibilita de forma muito simples aquilo que necessitamos para melhor segui-lo, seja como padre, religioso, seja como leigo.

Muitas vezes fechamos os olhos, e ficamos como que cegos diante de tantas injustiças que acontecem ao nosso redor, e acabamos por não perceber a necessidade do outro, por medo, indiferença, insensibilidade e por correr o risco constante de perder a fé e a esperança; porque “A fé é a firme garantia do que se espera, a prova do que não se vê” (Hb 11, 1). Fico me perguntando se diante de tantas desgraças não houvesse um testemunho de perseverança e de acolhida, haveria razões para acreditar em Deus? Mas, por quê nossos olhos não se abrem? Ou melhor,  porque não abrimos nossos olhos diante de muitas situações que encontramos pelo caminho? Lembro de uma casa que visitamos, o senhor que nos recebeu tinha feridas nos pés, e logo que chegamos, meu olhar não foi na face do irmão que me acolhia, mas sim nos seus pés feridos. Durante toda conversa não conseguia tirar os olhos de seus pés e não dava atenção ao que ele falava. Aquele momento me perguntava: se fosse comigo, será que os missionários que iriam me visitar olhariam para os meus pés ou ficariam alegres por tê-los recebido em casa?

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Outro caso: um casal nos acolheu e logo que nos apresentamos o homem começou a nos satirizar falando em imagens a respeito do que está escrito na bíblia. Depois que ele parou de falar nos despedimos e pensei: “Não aguentaria se ficasse mais tempo nessa casa”. Nesses dois momentos confesso que os meus olhos não se abriram por preconceito, não se deixando guiar pelo espírito de Deus.

Logo de início, fomos motivados a sair de nós mesmos e ir ao encontro do outro, fomos instigados a perceber que, por mais difícil que seja, devemos nos deixar seduzir pelo espirito missionário de Jesus Cristo e ir ao encontro de todos, pregando o evangelho a toda criatura sem fazer distinção de cor, raça ou denominação religiosa.

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Assim como os discípulos caminhavam como que cegos e não reconheciam Jesus quando lhes falava, também nós às vezes não nos permitimos enxergar a necessidade do irmão que sofre. Ficamos escravos da cegueira humana pelo egoísmo e por ter nosso coração fechado às “enfermidades” daquele que vem ao nosso encontro. A IIIª Experiência Missionária vem como a pessoa de Jesus Cristo, que caminha ao nosso lado, e que fala ao nosso coração. Só precisamos reconhecê-lo ao partir do pão e na necessidade do irmão que sofre pela injustiça e pela dureza do coração de muitos.

Precisamos nos deixar seduzir pelo espírito missionário de Jesus Cristo, abrindo nossos olhos e reconhecendo que o ressuscitado vive entre nós através de muitos dos nossos irmãos, que nos convida a sair de nós mesmos indo ao encontro do próximo, anunciando que Ele vive e está sempre em nosso meio.”

José Antônio Carlos de Paiva, seminarista da Prelazia de Lábrea, cursando o 3º ano de Filosofia.

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