15 de Março de 2015

Agraciados, “enternurados” e salvos… só Deus faz assim…

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por pe. Éder Carvalho Assunção – Missionário da Prelazia de Lábrea no Corno da África [email protected]

Diante das más notícias…  a Alegria de uma Boa Notícia

A Alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por ele e são libertados  do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Evangelii Gaudium

Inspirados no ministério de Francisco; que completa dois anos de missão como bispo de Roma, de onde preside na caridade a Igreja em sua catolicidade; iniciamos nossa reflexão orante da liturgia deste 4º Domingo da Quaresma. Vale à pena se debruçar sobre a Palavra… e mais que lê-la… deixar que Ela que nos leia.

 Cf. 2Cr36,14-16.19-23 / Sl 136 (137) / Ef2,4-10 / Jo3,14-21

Agraciados, “enternurados” e salvos… só Deus faz assim…

Somos restaurados pela graça de Deus. Ele nos concede este presente, esta prova de amor… mesmo quando não merecemos. Ele nos oferece a luz mesmo quando estamos nas trevas… Esta alegria nos contagia nos faz perceber o quanto Deus nos ama e deseja a nossa felicidade neste tempo presente e em plenitude na eternidade.

Para manter viva em nós a ternura da graça é preciso, como Nicodemos, fixar o nosso olhar em Jesus Cristo. Nele temos o ser humano em sua plenitude, Nele temos a Divindade que se entrega por amor. Para ser feliz é preciso realizar-se e afirmar-se Nele.

As serpentes que envenenem e tentam roubar nossa alegria

Recordar a tradição bíblica sobre o “povo de cabeça dura” que com sua reclamações “chamam para si” as serpentes venenosas, assim também nós neste tempo que se chama hoje podemos ser envenenados pela desesperança e pela tristeza. Na verdade, todas as vezes que fazemos escolhas erradas, permitimos “as mordidas venenosas” que nos apodrecem em vida. O soro antiofídico, a cura… está em fixar o olhar sobre a Cruz de Jesus. O povo no deserto contemplou a origem do veneno, na cruz contemplamos a graça que cura e salva.

Contemplar a Cruz

  • Diante do Crucificado… quem sou eu?
  • Diante do Crucificado… vale a pena investir neste projeto chamado “eu”?

Resta-nos rezar: “Dai-nos Senhor a graça de fixar nosso olhar sobre a vossa Compaixão”.

Sabemos que Jesus veio nos dar a vida. Seu sacrifício no Altar da Cruz não foi para a morte do morte do pecador, mas para que ele “volte” e tenha a vida.

  • Quais são os sacrifícios que hoje eu posso oferecer pela alegria dos meus irmãos e irmãs?
  • Será que eu roubei a alegria de alguém, pois em vez de ser irmão eu fui uma serpente venenosa?

É impossível ou falso querer “olhar” o Crucificado sem olhar aqueles que continuam sendo crucificados ao nosso lado.

  • Quantas pessoas que todos os domingos “participam” da Eucaristia e durante a semana são diabólicas / venenosas? Uma Eucaristia Dominical não pode ser celebrada a partir de semanas injustas!

Não precisamos de “cristãos serpentes”, precisamos de “cristãos iluminados” que nos ajudem com suas vidas a contemplar o Cristo.

É preciso ir ao deserto

O padre Charles de Foucauld nos ajuda nesta caminhada quaresmal, pois ele experimentou no deserto e no martírio a misericórdia de Deus. Ele nos ensina que é preciso ir ao deserto para mudar o coração, senão restamos na “mediocridade espiritual” que não nos imuniza diante dos venenos que estão a nossa volta. É preciso ir ao deserto e “inquietar-se” para assim receber a graça de Deus. É preciso se esvaziar de tudo que não é de Deus e deixar todo o espaço da morada de nossa alma para que Deus possa inundar todo o nosso ser.

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