17 de Abril de 2016

Serei, mesmo nas minhas limitações, o colo e os ombros do Bom Pastor?

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Celebramos a Páscoa do Senhor e neste quarto domingo temos a chance de rezar e degustar a ternura do Ressuscitado que se apresenta como o Bom Pastor. Pela encarnação Ele toma o “nosso cheiro”, pela ressurreição Ele nos dá a “fragrância do Espírito”. Esta nos impregna do Mistério da Misericórdia, e como diz Francisco, nos ensinar a ter o “cheiro das ovelhas”.

As primeiras comunidades cristãs, perseguidas por causa fé, como nos apresenta a liturgia da palavra, contemplaram o cuidado do Bom Pastor mesmo na perseguição e no martírio, pois a experiência primeira dos batizados consistia em celebrar a graça da filiação divina e assim comprometer-se com a fraternidade universal, alegrando-se sempre, mesmo na perseguição. O pastor se arrisca ao guardar o rebanho, o cristão se alegra quando encontra a oportunidade de emprestar seus ombros ao Espírito, para assim, atualizar o Mistério do Bom Pastor junto aos mais abandonados.

Neste dia celebramos a Jornada Mundial de Oração pelas vocações. O Papa Francisco em sua mensagem nos ajuda a compreender que o chamado de Deus é um remédio contra a indiferença e o individualismo. Sendo assim, os pastores e pastoras, por vocação, devem cuidar, zelar e guardar o rebanho.

O Concílio Vaticano II nos alerta sobre a responsabilidade missionária de cada pessoa batizada, deixando claro, que os leigos e leigas assumem o sacerdócio comum como agentes de evangelização em mútua colaboração com aqueles que foram chamados ao sacerdócio ministerial.

Nesta “Festa das Vocações” o papa pede uma oração especial pelos presbíteros e consagrados, afim que estes não esqueçam a radicalidade do evangelho. Ser com o rebanho, sentir-se ovelha ferida, deixar-se cuidar mutuamente, “ter o cheiro das ovelhas”. Tudo isso deve ser vivenciado na simplicidade da Misericórdia.

A Igreja precisa mais do que nunca de pastores e pastoras segundo o Coração de Jesus, rezemos com o Papa Francisco, que ontem a Lesbos na Grécia, mostrou-nos como pastorear na Misericórdia. Diante de nós existem muitos refugiados de guerra, refugiados existenciais, pessoas que necessitam sentir o colo e os ombros do Bom Pastor.

E agora José?

Como agir?

Vou “continuar sendo” a ovelhinha coitadinha, que espera tranquila uma ajuda do pastor?

Ou serei, mesmo nas minhas limitações, o colo e os ombros do Bom Pastor para aqueles que hoje precisam sentir a Misericórdia através do meu testemunho?

Pai de misericórdia, que destes o vosso Filho pela nossa salvação e sempre nos sustentais com os dons do vosso Espírito, concedei-nos comunidades cristãs vivas, fervorosas e felizes, que sejam fontes de vida fraterna e suscitem nos jovens o desejo de se consagrarem a Vós e à evangelização. Sustentai-as no seu compromisso de propor uma adequada catequese vocacional e caminhos de especial consagração. Dai sabedoria para o necessário discernimento vocacional, de modo que, em tudo, resplandeça a grandeza do vosso amor misericordioso. Maria, Mãe e educadora de Jesus, interceda por cada comunidade cristã, para que, tornada fecunda pelo Espírito Santo, seja fonte de vocações autênticas para o serviço do povo santo de Deus. (Papa Francisco)

Por pe. Éder Carvalho Assunção Missionário da Prelazia de Lábrea no Corno da África [email protected]

1ª Leitura – At 13,14.43-52

Salmo – Sl 99,2.3.5 (R. 3c)

2ª Leitura – Ap 7,9.14b-17

Evangelho – Jo 10,27-30

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