Nesta quinta portamos no Ostensório Aquele que teve como única Ostentação em sua Vida Pública: O Altar da Cruz.

Ó Deus salve o oratório / Ó Deus salve o oratório / Onde Deus fez a morada, oi, ai, meu Deus /Onde Deus fez a morada, oi, ai 
Onde mora o Calix Bento / Onde mora o Calix Bento /E a hóstia consagrada, oi, ai, meu Deus / E a hóstia consagrada, oi, ai
Esta moda do folclore mineiro interpretada por vários músicos brasileiros – aqui destaco a incomparável interpretação de Pena Branco e Xavantinho – revela um pouco do sentido da festa de hoje: Professar publicamente a presença real de Jesus na Eucaristia. Não quero aqui analisar teológica ou historicamente a solenidade litúrgica e sim, apenas partilhar a “boa nostalgia” presente no catolicismo popular.
Uma boa experiência sem a celebração da alegria nela contida tende a torna-se parcial e frustrante. Sendo assim, o desejo de proclamação é algo inerente ao ser humano. Após a conclusão do Tempo Pascal recebemos mais uma Solenidade que visa fazer com que o eco do Tríduo Pascal esteja presente nos ouvidos e nos corações daqueles que foram marcados com a graça do Espírito. É por isso, que nesta quinta portamos no Ostensório Aquele que teve como única Ostentação em sua Vida Pública: O Altar da Cruz. Mesmo a sua Ressurreição “que poderia ser utilizada como ostentação” se deu no silêncio do Coração da Trindade.
Porém, somos humanos e amamos festejar e nem sempre temos a simplicidade do Senhor e assim, pelas ruas anunciamos nossa fé na Presença Eucarística de Jesus.
Mesmo nós que vivemos em países onde não podemos expressar nossa fé publicamente com procissões e missas campais, expressamos nossa fé nas celebrações eucarísticas que não cessam de ser celebradas. Não ostentamos, porém não negamos e, podem nos tirar as cruzes dos pescoços, porém, não podem nos impedir de celebrar diariamente a Eucaristia. Basta um pedaço de pão, um pouco de vinho e uma comunidade que se reúne e, mesmo quando falta fisicamente esta última, quem celebra individualmente o faz em nome da Igreja, ou seja, sempre em comunidade.
Mc 14,12-16.22-26 / Êx 24,3-8 / Sl 115 / Hb 9,11-15
por Pe. Éder Carvalho Assunção – Missionário da Prelazia de Lábrea no Corno da África  [email protected]

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