Leitura Orante: 3⁰ Domingo da Quaresma

No porão da canoa lá vai Chiquinho, conversando com seu pai no timão,
Falava das coisas que escutou surpreso na catequese lá no lago do Tucuxi,
Ouviu da Dona Raimunda, catequista, que Deus é mais doce que o mel da Arapuá,
Que sua lei é como um igarapé que leva a plantação de ingá.

O pai, homem de fé, se diverte com as comparações e ensaia algo mais,
Alertando o Chiquinho que a doçura do mel tem hora que tem sabor fel,
Pois na vida e na missão, os jacarés da contra mão, buscam nos engolir também,
Por isso, como no Egito, buscamos a libertação da cobra grande que nos ronda então.

Chiquinho vê no pescoço do pai uma cruz enferrujada e pergunta então,
Por que, papai, Deus foi parar aí, ele que era tão sábio e poderoso,
Porque meu filho ele fez como a semente deste angelim aí,
Morreu e se fez tapiri para proteger você e a mim.

Quer dizer papai, que Deus habita nosso tapiri,
Sim, meu filho nós somos sua maloca sagrada,
E ele fica bravo quando a gente bagunça esta Casa Comum,
Pega até o chicote pro molecote, aí deu ruim.

Brincadeira, filho, Deus é bondade como aquele Jacamim,
Que cuida dos filhotes em noite sem fim,
Que bom, papai saber que Deus é assim,
Quero ficar debaixo de suas asas, pois o tempo vem logo ali.

Por Pe. Éder Carvalho Assunção
Missão Cuxiuara
Uma leitura orante da liturgia da Palavra – 3° Domingo da Quaresma B
Ex 20,1-17/ Sl 18 / 1Cor 1,22-25 / Jo2,13-25

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