“Inquietados” no drama da vida, as pessoas procuram numa aventura mística o sentido da existência.

“Fizeste-nos Senhor para vós e o nosso coração está inquieto, enquanto não descansar em vós”.

Santo Agostinho

A pessoa humana traz em si um desejo de Deus. Uma fome existencial e uma sede de beleza motivam esta busca. Assim, “inquietados” no drama da vida, as pessoas procuram numa aventura mística o sentido da existência.

Imaginemos o povo de Israel que marchou no deserto em busca da terra prometida. Imaginemos os milhares de sírios, iraquianos, paquistaneses, somalis, eritreus, etíopes, sudaneses, líbios… que se lançam todos os dias no Mediterrâneo na utopia de uma vida melhor.

Nas travessias da vida todo ser humano “guarda no seu coração” uma esperança que não decepciona. Moisés motivou o povo hebreu a jamais esquecer as maravilhas que Deus realizou em sua história. Diante das desilusões e dos cansaços existenciais, a memória afetiva e cordial nos ajuda a vencer a depressiva nostalgia e nos ensina a “tirar forças não sei de onde”.

Na contemplação do Mistério Pascal do Senhor encontramos a “fonte” no tempo da seca e o “barco” para a travessia. Em Jesus Cristo encontramos a Palavra da Verdade que nos ensina a ter maturidade e gratuidade. Nele o nosso coração se inquieta.

Jesus de Nazaré tocou as “impurezas” da humanidade, rompeu as barreiras, derrubou os muros. Por sua Paixão na “Cruz Maldita” ele abençoou nossas cruzes diárias e nos ensinou a transformar a maldição em benção. Sendo assim, não temo medo da Cruz, pois ela é nossa ponte, nosso oásis, nosso barco… nela recebemos sangue e água, vida e purificação.

Portanto, neste domingo somos convidados pelo Senhor a vencer a mediocridade do escrúpulo e assim nos lançarmos na pureza de sua misericórdia. Não se deve confundir o “puro escrúpulo” com o “desejo da santidade”, pois o primeiro resta na estrita observância, enquanto o segundo prefere o caminho da misericórdia.

                    Por pe. Éder Carvalho Assunção – Missionário da Prelazia de Lábrea no Corno da África [email protected]

Leitura Orante:

Dt4,1-2.6-8 / Sl14 / Tg1,17-18.21b-22.27 / Mc7,1-8.14-15.21-23

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