Epifania do Senhor

O desejo de Deus

O desejo de Deus inquieta a alma, esquenta o coração, faz os pés fervilhar. Este nada mais é que a memória cordial dum amor sem igual. O desejo gera uma busca incessante, uma procura inebriante de uma causa primeira.

Abraão expressa bem esta realidade, pois ele buscou na verdade responder com liberdade aquela Manifestação inquietadora, desafiadora: Deixa tua terra, larga tua casa e vai… se lance à Providencia, confie em minha presença.

Quem diria Abraão que sua experiência libertadora, universal e sem igual, seria um dia aprisionado pela religião, como um grande não ao abraço universal e sem igual, manifestado naquele dia tal.

Família Humana

Oh! Que bom seria se nesta festa da Epifania redescobríssemos nossa missão no seio da Família Humana, universal e sem igual. Quantos estão fechados em “igrejas perfeitas” alimentadas de rigidez e infelicidade, posicionadas como juízas, deixando a essência: ser irmã, apernas irmã universal, numa fraternidade sem igual.

Que mel ao paladar, ouvir Isaías no dia de hoje, prefigurando a Parábola do Pai Misericordioso (Filho Pródigo), apresentando um Deus Mãe de Ternura que se alegra com a chegada do filhos, que se encanta em contemplar suas filhas serem carregadas… com Seu Coração batendo forte, vibrando de Misericórdia. Isaías sonhou aquilo que a Trindade experimento na sublime festa da luz, no Mistério da Encarnação.

“se ao menos soubéssemos da graça”

Ah Paulo, “se ao menos soubéssemos da graça”… passaríamos a:

  • Acreditar no sonho de Deus para nossa vida, como os magos, deixaríamos a luz interior nos guiar sem medo, com determinação. Ah! Quanta paralisia! Quantos caminhos errados! Quantas desconfianças! A Luz estava lá… eu preferi seguir a mim mesmo!
  • Ter a Páscoa como estrela guia, seguir sem medo, mesmo quando esta luz permanecer sobre a Cruz, a verdadeira manjedoura do cristão.
  • Rejeitar os “conselhos de Herodes” que levam ao aborto de vocações, frustrações pastorais, crises relacionais.
  • Perseveraríamos mesmo diante de todas as adversidades, mesmo com os pés machucados e corações feridos.
  • Encontraríamos Aquele que nos encontrou por primeiro e que na verdade já estava conosco desde o início da caminhada.

Epifania, Deus nos concede a alegria de participar da Sua Alegria. Não temos outro gesto senão: Adorar, seja na inclinação, seja no beijo. Em nossa limitação ofertamos o ouro da nobre simplicidade, o incenso do nosso “cheiro de ovelha” e a mirra das lágrimas da penitência, do arrependimento… e muito mais… da alegria de ser Epifania.

É… tudo é festa, tudo é belo. Agora segue o desafio: retornar por outro caminho! O que faremos? Dê-nos Senhor a graça de se entregar à novidade, de vencer os medos e enfrentar os novos ares, pois não existe celebração da Epifania, quando se retorna pelo mesmo caminho!

Uma Leitura Orante:

Is60,1-6 / Sl71 / Ef3,2-3ª.5-6 / Mt2,1-12

Por Pe. Éder Carvalho Assunção Missionário da Prelazia de Lábrea no Corno da África

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