Dar a vida, dar a vida, proclamando Viva Cristo Rei, eis a nossa vocação!

Na Cruz nosso Rei encontrou seu trono

Neste dia em que celebramos Jesus Cristo, Rei do Universo, encontramos a oportunidade de contemplar a imagem Misericordiosa da Trindade que se revela numa realeza pautada no serviço e na doação extrema.

Na Cruz nosso Rei encontrou seu trono, nela ele nos governou no silêncio, na dor e na salvação. Enquanto os reis deste tempo são entronizados nas riquezas que passam, Nosso Senhor fez do altar da Cruz “seu espaço de governo”.

Se nas alturas das tentações ele tudo respondeu na Palavra, nas alturas da Cruz ele silenciou diante dos insultos, “um porém”, ele abriu a boca somente para: “Pai, perdoa-lhes” e “Ainda hoje estarás comigo”.

Altar-Sacerdote-Cordeiro

Somente Aquele que fez Altar-Sacerdote-Cordeiro poderia transformar o “não amor” em ternura e compaixão. Na doação extrema ele nos mostrou seu plano de governo. Em sua Encarnação encontramos um Emanuel – Deus conosco, em sua vida pública encontramos um Deus para nós que cura-consola-liberta, e no altar da Cruz encontramos um Deus à nossa mercê.

A Reconciliação foi conquistada, a humanidade foi renovada, a imagem de Deus foi revelada. A promessa messiânica nascida com Davi, o pequeno pastor, que mesmo ungido caiu como todos os outros reis, numa governança para si mesmo. Somente em Cristo encontramos a justa realeza guiada pela misericórdia e compaixão.

São José Luiz Sanchez del Rio

Neste Jubileu da Misericórdia, o Papa Francisco canonizou muitos santos misericordiosos. Partilho convosco um pouco da vida de São José Luiz Sanchez del Rio: este adolescente mexicano foi martirizado em 10 de fevereiro de 1928 durante a perseguição mexicana à Igreja Católica. Ele foi porta bandeira dos Cristeros, grupo cristão que lutou pela libertação e liberdade religiosa do povo mexicano.

Em uma batalha, o cavalo de um general foi ferido e José ofereceu o seu, dando ao combatente a oportunidade de fugir e prosseguir a luta. José foi feito prisioneiro, porém, como era de família influente, foi lhe concedido o direito de liberdade, desde que renunciasse a Cristo através da frase: Cristo é morto, viva o Estado.

Memórias que transformam

Porém, nosso santo gritou com força: Viva Cristo Rei e a Virgem de Guadalupe. José foi testemunha ocular do martírio de padres, jovens, crianças… fuziladas, enforcadas, e como elas, não poderia negar sua fé.

Mesmo diante das torturas, ele permaneceu firme. Em uma destas teve as solas dos pés cortadas, em Jesus ele encontrou forças. Foi obrigado a caminhar pelas ruas até o cemitério e diante de sua sepultura, expressou seu amor a sua família e amigos, e diante daqueles que lhe pediam de renunciar a fé, mesmo que só de boca, dizendo “viva o Estado”, ele respondeu que os amava e gritou com toda a sua alma: Viva Cristo Rei e a Virgem de Guadalupe!

Viva Cristo Rei e a Virgem de Guadalupe!

Com golpes de punhal caiu por terra e assim, traçou um sinal da cruz sobre a terra que transbordou com seu sangue, em seguida foi executado a tiros.

Fechando hoje a Porta da Misericórdia do Ano Santo, encontramos em São José Sanchez um convite para abrirmos as portas da nossa alma, afim que Cristo Rei possa reinar sobre as nossas existências, para que auxiliados pela Virgem de Guadalupe sejamos dignos de pertencer ao Reino de Cristo.

Dar a vida, dar a vida, proclamando Viva Cristo Rei, eis a nossa vocação!

por pe. Eder Carvalho Assunção – Missionário da Prelazia de Lábrea no Corno da África [email protected]

1ª Leitura – 2Sm 5,1-3
Salmo – 121,1-2.4-5 (R. Cf.1)
2ª Leitura – Cl 1,12-20
Evangelho – Lc 23,35-43

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