Consolados por Deus

por pe. Éder Carvalho Assunção – Missionário da Prelazia de Lábrea no Corno da África [email protected]

Temos a alegria de vivenciar este tempo do Advento e renovar em nós a Esperança que brota do Coração de Jesus até a vinda definitiva de seu (e nosso) Reino. A liturgia dominical nos oferece a pedagogia do Amor e atualiza em nós a Páscoa de Jesus na doce ternura do Espírito que nos afaga e consola a cada dia.

Isaías (40,1-5.9-11) nos ajuda a celebra a proximidade do retorno à terra. O povo hebreu vivenciou a “abominação da desolação” no Exílio da Babilônia e agora é fecundado pela Palavra de Deus através da boca do profeta. Oxalá que neste tempo, todo batizado se torne um missionário da Boa Palavra. Estamos saturados do “barulho” existencial que confunde e desola. Necessitamos da palavra que consola, que faz retorna ao primeiro amor. Consolai!

Quem são as pessoas que hoje precisam ser consoladas por Deus através de meu testemunho?

Quem são as pessoas que eu “desolei” e que hoje necessito consolar?

Creio que seja um desafio pessoal, comunitário e social reconhecer que as desolações presentes são frutos de nossas decisões precipitadas e erradas no passado. Nada é por acaso, somos responsáveis por aquilo que cultivamos ao longo de nossa vida. Graças a

Deus, “que está utilizando de paciência para conosco” (Pd3,8-14) temos a oportunidade de resignificar nossa história neste tempo do Advento e assim, experimentar a Consolação de Deus. João Batista (Mc1,1-8) foi aquele que consolou o povo com um testemunho de austeridade, de maturidade e de humildade. Ele consolou o povo com uma mensagem de responsabilidade: é preciso se arrepender dos pecados e ser batizado e Esperar Aquele que batiza com o Espírito. Não podemos perder de vista a pedagogia de João: oferecer o caminho do Jordão. É preciso voltar ao mesmo rio da vida onde desolei para encontrar a Consolação na águas que foram santificadas no Espírito por Aquele que para nos Consolar entrou na fila dos “desolados”: Cristo Jesus.

“Da terra brotará a fidelidade” (Sl 84). A terra nos lembra a humildade. O caminho da consolação passa pela humildade, o reconhecimento que somos terra, apenas pó. Porém, esta terra quando se deixa “modelar” pelas mãos do artesão, recebe o hálito do Espírito e se torna Consolação para o outro neste tempo que se chama hoje. Sejamos Consolação!

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