Celebrações em memória do Martírio de Irmã Cleusa – 36 Anos

Todos os anos, no Tempo privilegiado da Páscoa a Igreja particular da Prelazia de Lábrea celebra em comunhão com a Congregação das Missionárias Agostinianas Recoletas (MAR), a memória do assassinato da Serva de Deus Irmã Cleusa, testemunha pascal que teve sua vida ceifada em meio à selva amazônica numa missão de paz em favor dos povos indígenas da região, no município de Lábrea-AM.

Desde o primeiro ano de seu assassinato ela fora aclamada pelo povo como mártir da causa indígena na Prelazia de Lábrea e sua memória continua viva, embora tenham passados 36 anos, o que justifica a expressão de devoção popular que celebra sua memória e reza pela sua canonização na esperança de um dia vê-la elevada às honras dos altares, uma vez que seu processo de canonização aberto no ano de 1991 continua tramitando na Santa Sé.

Mesmo diante dos desafios e sombras da pandemia que obrigou a celebrar de portas fechadas no ano anterior e continua desafiando a criatividade e missão da Igreja, as celebrações deste ano puderam acontecer de portas abertas, mas sem descuidar-se das medidas de segurança dos fiéis e possibilitando também a participação por meio das tecnologias locais existentes como o rádio e a TV Nazaré. Sendo assim, para evitar aglomerações o tríduo de preparação nos dias 25, 26 e 27 de abril aconteceram em todas as comunidades da Paróquia de Lábrea que acolheram a proposta com entusiasmo, dinamismo e coragem.

As Irmã Missionárias Agostinianas: Eremita Brites, Marlene Valani, Socorro Vaz, Ana Maria da Silva e Ivone Herbert, dividiram-se para acompanharem e até celebrarem em determinadas comunidades da paróquia, pois a presença delas no meio do povo é sempre um testemunho alegre de serviço que cativa e anima na caminhada a exemplo de Irmã Cleusa.

Quarta-feira (28), na paróquia de Lábrea, a Igreja Nossa Senhora de Fátima ficou aberta durante o dia possibilitando aos fiéis momento de oração pessoal e visitação ao túmulo de Irmã Cleusa. E a celebração em sua memória aconteceu por setores nas Igrejas de São Francisco (Bairro da Fonte), Catedral e Nossa Senhora de Fátima. As celebrações terminaram com uma partilha de alimentos como sempre tem acontecido nos últimos anos.

Em cada Paróquia e comunidade que celebrou sua memória percebeu-se o zelo, carinho e dedicação na preparação da Liturgia; nos detalhes da dinâmica do tríduo e celebração; na riqueza da ambientação regional e na beleza dos cantos.

As celebrações em torno da memória de Irmã Cleusa aconteceram em todas as Paróquias da Prelazia de Lábrea, assim como em todos os lugares onde há presença da Congregação das Missionarias Agostinianas Recoletas, pois o seu testemunho de entrega e doação pertencem hoje a todas realidades da Igreja no mundo inteiro.

TEXTO: Marcelo Viana

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