Bocas amordaçadas, véus impostos, sinos silenciados…

Vivemos em meio à perseguição, sofremos com as comunidade cristãs oprimidas e massacradas pelo mundo, sem direito à voz, sem cidadania, toleradas por seu excelente trabalho de caridade, sobretudo na saúde e na educação. Bocas amordaçadas, véus impostos, sinos silenciados… e quando a indignação parece tomar conta… a Palavra nos re-encanta…

Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, mas se não tivesse caridade, eu não seria nada.

Quem pode me perseguir? Somente eu mesmo, meus medos, meus traumas, minha auto-piedade! Em Cristo encontramos a liberdade de amar sem nada exigir. Nele encontramos a razão de existir mesmo em meio às atrocidades. Faltam letras, faltam palavras, faltam símbolos para expressar aquilo que vivencia um coração que ama em meio a uma guerra civil, numa crise de fome.

“Antes de formar-te no ventre materno, eu te conheci; antes de saíres do seio de tua mãe, eu te consagrei e te fiz profeta das nações.

Os mártires nos mostram que nada pode tirar do coração de quem ama a liberdade de se doar, de partilhar a existência. Quando sentimos em nosso peito, num abraço apertado, o coração de quem sofre, o coração de quem está abandonado… compreendemos melhor nossa missão em meio à perseguição…

Nossas bocas são caladas, nossos passos vigiados… porém no abraço apertado do “tolerado” serviço de misericórdia deixamos o Espírito ser o protagonista da missão: o coração do missionário que toca o coração do irmão que sofre, possui uma capacidade de comunicar o Cristo… que ninguém pode impedir.

Jesus, porém, disse: “Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”.

Por Pe. Éder Carvalho Assunção
Leitura Orante
4° Domingo TC Ano C
Lc 4,21-30 / Jr 1,4-5.17-19 / Sl 70 / 1Cor 12,31-13,13

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