Amor que humaniza…

27 Domingo do tempo comum

Gn2, 18-24 / Sl127 / Hb2, 9-11 / Mc 10, 2-12 Por pe. Éder Carvalho Assunção Missionário da Prelazia de Lábrea no Corno da África [email protected]

É impressionante como a tradição bíblica ressalta o amor humano como símbolo do amor divino. Duas realidades que integram-se numa relação apaixonada que humaniza o divino e divinisa o humano.

Nesta perspectiva contemplamos o amor entre homem e mulher que se dão mutuamente no sacramento do matrimônio. Ambos se integram num mar de fidelidade e de perdão, numa busca constante de si mesmo que se dá no coração do amado, da amada. Pena que a dureza de coração e o individualismo, relativizam esta forma de relação, formando pessoas artificiais, incapazes de relações gratuitas.

Narcisismo e idolatria de si mesmo levam a divinização do próprio ego que leva ao primeiro adultério: a perca da originalidade. Quando o ser se adultera ele se torna fraco e falso. Ele troca as peças originais do amor gratuito pela superficialidade da tirania do prazer.

Nesta perspectiva o Sínodo da família atualiza a missão do matrimônio, mostrando sua missão primeira de ser símbolo do amor divino. Em cada criança que nasce, o amor original de Deus se renova e a família se torna guardiã dos pequenos que trazem em si a originalidade do Reino.

Assim, neste dia de São Francisco, inpirados na primeira leitura, podemos contemplar o Criador que se apaixona pela obra criada. O papa Francisco na Laudado si nos ajuda a compreender esta realidade. Cristo amou a humanidade como uma verdadeira esposa e por ela se entregou no altar da Cruz. Este amor esponsal deve ser a meta de cada família chamada a santificação e de cada pessoa que é vocacionada a zelar, a cuidar do planeta.

Como podemos ver, a originalidade do amor primeiro nos leva a harmonia, ao encanto, a contemplação. Fidelidade é próprio de quem ama. Adulterar é proprio de quem não se permite realizar em Deus. A imaturidade nos impede de relações duradouras. Através dela permanecemos nas inconstâncias das paixões que geram euforias passageiras e uma eterna sensação de vazio depressivo. Por isso, quem nao se realiza em Deus, nao está preparado para decisões duradouras.

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