Então, devo ser missionário. Se eu não sou missionário, então não sou cristão.

Desejaria que todos e cada um de nós pudéssemos visitar,

pelos menos em espírito, a própria pia batismal,

mergulhar nela a nossa cabeça e descobrir a missionariedade do próprio batismo…

Então, devo ser missionário.

Se eu não sou missionário, então não sou cristão.” (Dom Pedro Casaldáliga)

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“Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer”

Lc3,15-16.21-22

Terminamos o ciclo do Natal do Senhor e iniciamos o Tempo Comum, contemplando Jesus sendo batizado, orando e recebendo esta manifestação do Pai pelo Espírito: Tu és o meu Filho amado.

Uma das coisas que sempre me encantou na evangelização na Beira do Rio Purus e seus afluentes era o esforço das famílias ribeirinhas que viajavam dias e dias, vindas dos “centros” e cabeceiras de igarapés para batizarem suas crianças. Por que tanto esforço? Perguntávamos e prontamente recebíamos a resposta: Para ser filho de Deus!

Todos nós sabemos que uma criança, mesmo que não batizada, é uma filha muita amada de Deus. Porém, como todo dom exige uma celebração, festejamos a alegria de ser filho no Filho Jesus. O Batismo, como primeiro sacramento da Iniciação Cristã, nos lança na vida Trinitária e consequentemente, nos engaja da missão da Igreja.

Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão;

eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações,

7para abrires os olhos dos cegos, tirares os cativos da prisão,

livrares do cárcere os que vivem nas trevas”.

Cf. Is 42,1-4.6-7

 

Nas águas do batismo somos imersos na graça de Deus que nos santifica. Elas podem ser comparadas às águas das lágrimas do arrependimento que sinalizam uma nova vida, como também, e muito mais, às águas “placentais” que nos envolveram, nos acolheram e nos trouxeram à vida.

Eis a voz do Senhor sobre as águas,

Cf. Sl 28

Missionários da Misericórdia: eis o resultado das águas batismais. O Amor gera o amor. Amados pelo Pai no Filho, doravante somos no Espírito, missionários da misericórdia, portadores da Boa Notícia.

como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder.

Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos

os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele”.

Cf. At 10,34-38

Uma leitura da Liturgia da Palavra deste domingo

Por pe. Éder Carvalho Assunção Missionário da Prelazia de Lábrea no Corno da África [email protected]

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